Gente de boa, gente de bem!
Começando esse novo espaço pra poder compartilhar com geral um monte de coisas aleatórias que curto e que sei que tem gente por aí que também vibra nessa sintonia.
Cafés especiais, pães de fermentação natural, receitas culinárias, mobilidade urbana, fotografia, vídeos, livros, meio ambiente, tecnologia, crítica social, ideias, pensamentos, sonhos e preocupações. E o que mais aparecer.
Geral convidado pra chegar junto, acompanhar, curtir, criticar, sugerir, ou só espiar mesmo.
E aí, bora?
Então,seja muito bem-vindo. E muito grato pela companhia durante a viagem...
Acho que pra começar esse novo espaço, vou de poesia, vou de rap, vou de crítica. E vou de foto. O texto é do começo de 2021, quando vivíamos um período de muita angústia no país. A foto é de 2023.
Se liga abaixo.

Maltratado e sujo
Ainda tá escuro lá fora
Nem deu cinco da manhã
Já tô limpando a sujeira
Que os cachorros da rua aprontaram pela noite
E esse vento frio não para de maltratar
E essa poeira toda não para de sujar
É mais um dia de cão que começa
Numa dessas tantas periferias
Desse nosso país, maltratado e sujo
É hora de partir, tomar o rumo
Trampeiro honesto e correto
Mais um na parada do busão
Começando mais um dia de luta
Três horas até o batente, em pé
Na barriga só um café aguado e um pão dormido [de três dias atrás]
E vamo que vamo, que a vida é assim
Nesse nosso país, maltratado e sujo
Mas não reclama não, meu velho
Que tem mano aqui sem emprego
Tem mano aqui sem comida
Tem mano aqui que nem mais vida tem
Porque tem vampiro na capital federal
Sugando o sangue, tirando o couro
Arrancando a alma do cidadão de bem
Desse nosso país, maltratado e sujo
Mas não reclama, não, mano brown
Porque os colarinho branco não liga
Se tu é correto ou se tu saiu da curva
Se tu paga teus imposto mas não tem direito a nada
Educação, saúde, trabalho, moradia, segurança
Porque tu é povo, tu é nada
Teu papel é sustentar a putaria que mora
Nos tais poderes da República
Desse nosso país, maltratado e sujo
Não reclama, não, Amarildo
Porque senão eles mandam os homem te pegar
E tu vai ser mais só mais um corpo deitado no asfalto
Apagado e calado, sem vida e sem voz
E se não morrer, vai pro SUS, quase uma morte em vida
E vai virar estatística, mais um número pra aparecer no jornal da TV
Desse nosso país, maltratado e sujo
Não reclama, não, meu irmão
E vai pra tua luta, e vai de boa, e vai na paz
Mas faz só um favor pros mano igual nós
Pros teus pais e pros teus filhos e pros teus irmãos
Quando chegar a eleição, não esquece de apertar o botão
E mandar pra bem longe esse vampiro e esses bandido
Que tem feito desse nosso Brasil um país maltratado e sujo.
(Mauro Burlamaqui/2021)
Ainda tá escuro lá fora
Nem deu cinco da manhã
Já tô limpando a sujeira
Que os cachorros da rua aprontaram pela noite
E esse vento frio não para de maltratar
E essa poeira toda não para de sujar
É mais um dia de cão que começa
Numa dessas tantas periferias
Desse nosso país, maltratado e sujo
É hora de partir, tomar o rumo
Trampeiro honesto e correto
Mais um na parada do busão
Começando mais um dia de luta
Três horas até o batente, em pé
Na barriga só um café aguado e um pão dormido [de três dias atrás]
E vamo que vamo, que a vida é assim
Nesse nosso país, maltratado e sujo
Mas não reclama não, meu velho
Que tem mano aqui sem emprego
Tem mano aqui sem comida
Tem mano aqui que nem mais vida tem
Porque tem vampiro na capital federal
Sugando o sangue, tirando o couro
Arrancando a alma do cidadão de bem
Desse nosso país, maltratado e sujo
Mas não reclama, não, mano brown
Porque os colarinho branco não liga
Se tu é correto ou se tu saiu da curva
Se tu paga teus imposto mas não tem direito a nada
Educação, saúde, trabalho, moradia, segurança
Porque tu é povo, tu é nada
Teu papel é sustentar a putaria que mora
Nos tais poderes da República
Desse nosso país, maltratado e sujo
Não reclama, não, Amarildo
Porque senão eles mandam os homem te pegar
E tu vai ser mais só mais um corpo deitado no asfalto
Apagado e calado, sem vida e sem voz
E se não morrer, vai pro SUS, quase uma morte em vida
E vai virar estatística, mais um número pra aparecer no jornal da TV
Desse nosso país, maltratado e sujo
Não reclama, não, meu irmão
E vai pra tua luta, e vai de boa, e vai na paz
Mas faz só um favor pros mano igual nós
Pros teus pais e pros teus filhos e pros teus irmãos
Quando chegar a eleição, não esquece de apertar o botão
E mandar pra bem longe esse vampiro e esses bandido
Que tem feito desse nosso Brasil um país maltratado e sujo.
(Mauro Burlamaqui/2021)
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