O meio ambiente não é nosso... mas é nossa responsabilidade

Antes de qualquer coisa, deixa eu te fazer uma pergunta. Como você espera estar - ou o que espera estar fazendo - daqui a 30 ou 40 anos? Ou, melhor ainda, como você espera que seus filhos estejam daqui a 30 ou 40 anos? 

Sei lá, coisas tipo estar aprovado em um concurso público, comprar uma casa, mudar pra uma cidade do interior, abrir uma empresa, viajar pelo mundo...

Se você pensa nisso, provavelmente você sabe que pra ter algum projeto ou plano de vida pra chegar lá, precisa de planejamento, precisa economizar, precisa não gastar tanto. Não é assim? 

Se você não economizar, não guardar pra ter lá na frente, seu plano tem grande chance de não acontecer... Concorda?

Você não pode acreditar que dá pra ir gastando todo dinheiro que você ganha, comprando tudo que dá vontade e que seu salário permite – ou não – se enchendo de dívidas com os cartões de crédito... 

Pô, tá na cara né... você vai estar sempre sem grana... só gasta e não economiza nem ganha mais... Seus planos pro futuro, então.... claro que não vai rolar...

Pois é... então, essa é mais ou menos a ideia aqui. Queria falar com vocês sobre algo que me preocupa há muito tempo, e que só costuma ter mais destaque em tempos de campanha eleitoral, mas depois fica meio esquecidão por quatro anos, até que venha as novas eleições.

Tô me referindo ao meio ambiente. 

Gente, esse tema, pra mim, tinha que ser a prioridade das prioridades de todo mundo, e há muito tempo.

Sério!

Porque, assim... a gente vem há um bom tempo, como sociedade – e eu digo coisa de séculos ou até milênios –, consumindo tudo que o planeta tem pra nos dar. 

A gente tira da terra minério, tira carvão, tira petróleo, tira árvore, tira água, tira bicho, tira ar, tira tudo. Todo o dia o ser humano tá tirando alguma coisa da natureza.

E eu não consigo entender como as pessoas acham que isso um dia não vai acabar. 

Porque vai. Com certeza vai.

Ou é aquela história da síndrome de criancinha, que acha que dinheiro dá em árvore....

Pois é... a gente tá fazendo as coisas de um jeito que daqui a pouco não vai mais nem ter árvore pra nascer dinheiro, nem pra criancinha acreditar nisso.

Agora, voltando pro seu plano de futuro, se você torrar todo seu dinheiro, se não guardar, não economizar, não vai conseguir fazer nada lá na frente. Isso no seu plano pessoal ou familiar.

Do mesmo jeito, se você não se engajar num projeto de economizar, seu dinheirinho e também o seu planeta, é capaz que além de não conseguir fazer nada daqui a 30 ou 40 anos, você nem tenha um planeta pra viver.

Foi daí que me veio a vontade, eu diria até mesmo necessidade, de conversar sobre esse tema com as pessoas. 

Sabe, pra reunir mais e mais gente em torno dessa preocupação, pra ver se a gente consegue começar a fazer algumas coisinhas pra melhorar essa expectativa.

Porque eu acho que no fundo no fundo todo mundo tem que estar um pouco preocupado com isso. Se não for pela gente mesmo, que seja com as gerações futuras.

Porque isso é certo, se a gente continuar nesse ritmo, não falta muito tempo pros filmes de ficção que a gente vê por aí começarem a virar realidade. Um mundo sem combustível, ou sem água potável, ou sem ar respirável, ou com temperaturas acima de 50ºC, ou abaixo de 50ºC.

E eu acho difícil as pessoas não se focarem nisso. Quando eu era moleque, sempre falavam que isso ia acontecer só depois lá do ano 2000... E isso tava longe pra caramba...

Só que agora a gente já tá há tempo nesse tal de ano 2000. 

E já tem gente que estuda isso a fundo que fala em colapsos a partir do ano 2050. 

Gente, 2050 tá ali... é quase certo que você que tá me ouvindo vai estar vivo. Com certeza seus filhos vão estar vivos, e talvez já estejam chegando seus netos.

Por isso a importância dessa conversa.

Agora, diboa, se você não se preocupa nem um pouco com isso, não tem filhos e não sem preocupa com os filhos de seus amigos, ou seus sobrinhos, sei lá, ou não acredita em tudo isso e acha ainda que dinheiro dá em árvore e que o planeta é uma fonte inesgotável de recursos, esse aqui com certeza não é um lugar pra você. 

Mas se você não saca muito sobre isso e quer ouvir um pouco mais e ver se isso faz sentido, então vem comigo. 

Aqui nesse espaço que pretendo falar sobre consumo consciente de um bocado de coisas: papel, água, energia, combustível, vou trazer notícias sobre o tema, falar de legislação, de decisões judiciais, vou falar de mobilidade e cidades sustentáveis, vou trazer dados sobre desmatamento, sobre agricultura, sobre alimentação saudável – incluindo vegetarianismo, veganismo e crudorismo, e vou falar de experiências que estão dando certo em vários lugares do mundo. 

Um monte de assuntos que de uma forma ou de outra têm relação com o que a gente chama de meio ambiente.

E por que o título dessa publicação diz que o meio ambiente não é nosso? Porque não é mesmo. O meio ambiente não é nossa propriedade, não temos posse, não podemos fazer o que a gente bem entender, como a gente faz com as coisas que são nossas. O meio ambiente é nossa responsabilidade. Podemos usufruir, sim, mas temos que fazer algo pra continuarmos usufruindo. Por isso eu digo que não é nosso, mas é nossa responsabilidade manter o meio ambiente vivo. 

Então é isso. Agora que o planetinha chegou – em novembro de 2022 - ao expressivo número de 8 bilhões de habitantes, segundo estimativas da ONU, vamos começar a conversar sobre a importância e sobre maneiras da gente fazer esse mundão ter condições de continuar a ser nosso lar por mais algum tempo – nosso e de todo mundo que virá. 

É isso. Agradecido pela companhia e até outra hora. 

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